Se a sua empresa oferece vale transporte para quem trabalha na cidade do Rio de Janeiro, o Jaé deixou de ser assunto de passageiro e virou responsabilidade do RH. O novo sistema de bilhetagem digital da Prefeitura mudou a forma de pagar a passagem — e, com ela, a forma de a empresa entregar o benefício. Entender o Jaé não é opcional: é o que garante que seu colaborador consiga embarcar.
O que é o Jaé
O Jaé é o sistema de bilhetagem digital da Prefeitura do Rio de Janeiro. Ele funciona em todos os modais de transporte coletivo regulamentados pelo município: ônibus municipais, BRT, VLT e vans legalizadas. Desde 2 de agosto de 2025, o uso do Jaé se tornou obrigatório para embarcar nesses transportes na capital.
A proposta é substituir o antigo cartão avulso por um ecossistema digital: aplicativo, QR Code, cartão físico e pagamento eletrônico. Em poucos meses, o sistema ultrapassou milhões de cadastros e passou a concentrar a esmagadora maioria dos embarques da cidade.
Como o passageiro usa
O colaborador tem três caminhos principais:
Aplicativo com QR Code. Baixa o app Jaé, cria a conta e embarca gerando um QR Code direto do celular — sem precisar de cartão físico.
Cartão físico. Quem prefere o cartão pode solicitá-lo pelo app ou nos postos de atendimento espalhados pela cidade.
Recarga digital ou em dinheiro. A recarga pode ser feita pelo app, e há também pontos físicos, como as bilheterias nas estações do BRT, onde é possível recarregar até em dinheiro.
Idosos, estudantes, pessoas com deficiência e doentes crônicos que já têm o benefício concedido podem solicitar o Jaé Gratuidade pelo próprio aplicativo.
O ponto que muda tudo para a empresa: o vale transporte Jaé
Aqui está o que o RH não pode ignorar. O vale transporte para colaboradores que usam o transporte municipal do Rio precisa ser adquirido pela empresa dentro do sistema Jaé. A própria Prefeitura orientou os departamentos de RH a fazerem o cadastro pelo site ou telefone para garantir o benefício aos funcionários.
Ou seja: não basta o colaborador ter o app. A empresa precisa estar cadastrada como empregadora no Jaé e carregar o vale transporte por lá. Sem isso, o benefício não chega ao cartão da equipe.
Informações vigentes em meados de 2026. Como o sistema ainda está em consolidação, confirme os procedimentos atuais no site oficial da Jaé antes de configurar o benefício.
Jaé e as integrações
O Jaé também passou a ser condição para as integrações tarifárias do Bilhete Único Carioca (BUC), que permite emendar viagens dentro da capital pagando menos. Quem não está no sistema perde o direito ao desconto de integração. Para o colaborador que faz baldeação todo dia, isso pesa direto no custo do trajeto — e, por tabela, no orçamento de VT da empresa.
Vale lembrar a divisão de papéis: o Jaé cuida do transporte municipal da capital. Já o benefício intermunicipal (BUI) e a Tarifa Social continuam no cartão Riocard Mais. Colaborador que cruza cidade precisa dos dois.
O que o RH precisa fazer, na prática
Migrar o vale transporte para o Jaé, cadastrar a empresa como empregadora, garantir que cada colaborador da capital tenha app ou cartão ativo, e separar quem é usuário municipal de quem também precisa do Riocard. Feito isso uma vez, com processo, o benefício roda sozinho.
Digitalização é oportunidade, não dor de cabeça
O Jaé tornou o transporte do Rio mais digital e rastreável — o que, bem aproveitado, dá à empresa mais controle e menos cartão perdido. O que transforma essa mudança em problema é encará-la de última hora, colaborador por colaborador. Com uma gestão preparada, o Jaé vira só mais um sistema sob controle.
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