Com a chegada do Jaé, muita gente achou que o Riocard tinha ficado no passado. Errado. O Riocard Mais continua vivo, ativo e, para uma parte enorme dos trabalhadores da Região Metropolitana, continua sendo o cartão que importa. O problema é que agora existem dois sistemas convivendo — e confundir os dois é o erro que mais atrapalha a gestão de vale transporte no Rio.
O que é o Riocard Mais
O Riocard Mais é o cartão de transporte de abrangência estadual do Rio de Janeiro. Ele é o meio oficial para acessar os benefícios concedidos pelo Governo do Estado, entre eles o Bilhete Único Intermunicipal (BUI), a Tarifa Social e as gratuidades estaduais.
Em resumo: se o benefício é do estado e envolve mais de uma cidade, ele mora no Riocard Mais.
Para que ele serve hoje
Mesmo depois da digitalização promovida pela Prefeitura na capital, o Riocard Mais segue insubstituível em três frentes:
Integração intermunicipal. Todo colaborador que cruza a divisa municipal — trem, van, ônibus intermunicipal, barca — depende do Riocard Mais para pagar a tarifa integrada do BUI, em vez de somar cada trecho.
Tarifa Social. O desconto que reduz a passagem do metrô e do trem para R$ 5,00 só é liberado para quem tem o Bilhete Único habilitado no Riocard Mais, vinculado ao próprio CPF.
Gratuidades estaduais. Benefícios de isenção concedidos pelo estado também passam pelo cartão.
Não à toa, mesmo com o Jaé assumindo o transporte municipal da capital, os validadores da Riocard foram mantidos nos ônibus, BRT e VLT — justamente para não deixar na mão quem depende do benefício estadual.
Riocard Mais x Jaé: qual é qual
Aqui está a confusão que custa caro. São dois sistemas com papéis diferentes:
- Jaé — sistema de bilhetagem digital da Prefeitura do Rio. Comanda o transporte municipal da capital: ônibus municipais, BRT, VLT e vans legalizadas. É onde vive o Bilhete Único Carioca (BUC).
- Riocard Mais — cartão do Governo do Estado. Comanda os benefícios intermunicipais e estaduais: BUI, Tarifa Social, gratuidades.
Um colaborador que só circula dentro da capital vive no Jaé. Um colaborador que cruza cidade precisa do Riocard Mais. E há quem precise dos dois. Saber em qual grupo cada pessoa se encaixa é o ponto de partida de qualquer gestão de VT bem feita no Rio.
Cenário vigente em meados de 2026. Regras de bilhetagem no Rio estão em transição — vale conferir os canais oficiais periodicamente.
Por que isso é problema do RH
Quando o RH trata “cartão de transporte” como uma coisa só, o erro aparece rápido: colaborador intermunicipal sem Riocard habilitado paga tarifa cheia, a diferença estoura o VT, e ninguém entende o motivo até o fechamento. Ou pior: o benefício é carregado no cartão errado e simplesmente não funciona na catraca.
Gerenciar bem significa mapear o perfil de deslocamento de cada colaborador, garantir o cartão certo para cada um, manter os benefícios habilitados e acompanhar as mudanças de um sistema que ainda está se acomodando.
Dois sistemas, uma gestão só
O Rio vive um momento raro: dois sistemas de bilhetagem funcionando lado a lado, cada um com suas regras. Para o passageiro, é uma dúvida no ponto de ônibus. Para a empresa, é risco de pagar transporte errado em escala. A saída não é escolher um sistema — é ter uma gestão de vale transporte que domine os dois e coloque cada colaborador no trilho certo.
Perdido entre Riocard e Jaé? A VTA Benefícios organiza o vale transporte da sua equipe nos dois sistemas, garantindo que cada colaborador tenha o cartão e o benefício certos.